A notícia afirma que, mesmo havendo um período de consulta pública e negociação antes da adoção definitiva de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, os efeitos econômicos podem começar imediatamente. Segundo o ex-secretário de Comércio Exterior brasileiro Welber Barral, muitos exportadores tendem a adiar embarques ou investimentos por receio de que as tarifas entrem em vigor quando seus produtos chegarem ao mercado americano.
O que aconteceu?
O escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) concluiu uma investigação comercial e recomendou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A recomendação ainda não é uma decisão final e deverá passar por consultas e negociações antes de eventual implementação.
Por que pode haver efeito imediato?
Mesmo sem a tarifa estar valendo ainda, a incerteza já pode alterar o comportamento das empresas:
Exportadores podem reduzir ou postergar vendas aos EUA.
Compradores americanos podem buscar fornecedores de outros países.
Empresas podem adiar investimentos e decisões de produção.
O aumento da incerteza pode afetar expectativas de mercado.
Barral afirmou que alguns exportadores temem que a mercadoria chegue aos EUA já sujeita à nova tarifa, o que reduziria sua competitividade.
Quais são as críticas à investigação?
Segundo Barral, o relatório americano teria dado pouca atenção aos argumentos apresentados pelo Brasil. Ele considera superficiais algumas conclusões relacionadas a temas como desmatamento, acordos comerciais com outros países e políticas econômicas brasileiras.
O que pode acontecer agora?
Há espaço para negociações entre os governos. Caso as tarifas sejam efetivamente adotadas, o Brasil pode avaliar medidas de resposta com base na chamada Lei de Reciprocidade, incluindo tarifas ou outras formas de retaliação comercial.
Em resumo, o ponto central da análise é que o impacto econômico de uma ameaça tarifária não depende apenas da data em que a tarifa entra em vigor. A simples possibilidade de aumento de custos já pode mudar decisões de exportadores, importadores e investidores, produzindo efeitos antes mesmo da conclusão das negociações.
FONTE: BBC BRASIL

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