Os hackers norte-coreanos que tentam roubar segredos nucleares

 

A Coreia do Norte mantém há anos grupos de hackers ligados ao aparato estatal, usados para espionagem militar, roubo de tecnologia e geração de receita para o regime. Diversos governos e empresas de segurança atribuem campanhas cibernéticas a unidades associadas ao Reconnaissance General Bureau, principal serviço de inteligência externa do país.

Os grupos mais conhecidos incluem:

Lazarus Group — ligado a ataques de espionagem, ransomware e roubos financeiros.
APT38 — focado em roubo financeiro e operações contra bancos.
Kimsuky — especializado em coleta de inteligência política, militar e acadêmica.
Andariel — associado a operações contra infraestrutura e defesa.

Os alvos frequentemente incluem:

contratantes militares;
laboratórios de pesquisa nuclear;
universidades;
empresas aeroespaciais;
ministérios da defesa;
fabricantes de satélites e mísseis;
corretoras de criptomoedas.

As técnicas usadas costumam envolver:

phishing altamente direcionado;
perfis falsos no LinkedIn e outras redes;
malware escondido em documentos PDF ou arquivos Office;
exploração de falhas em software corporativo;
infiltração de desenvolvedores falsos em projetos de TI.

Um exemplo amplamente citado foi o ataque à Sony Pictures Entertainment em 2014, atribuído pelo governo dos EUA à Coreia do Norte. Outro foco crescente são ataques contra empresas de criptomoedas para financiar o regime sob sanções internacionais.

Relatórios recentes de empresas como Mandiant, CrowdStrike e Microsoft Threat Intelligence descrevem campanhas voltadas ao roubo de segredos militares relacionados a submarinos, satélites, propulsão, sistemas antimísseis e tecnologia nuclear. Países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão aparecem entre os principais alvos.





FONTE: BBC

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