Governo Trump critica Pix etanol e corrupção

 

A notícia se refere à conclusão de uma investigação comercial dos EUA contra o Brasil, conduzida pelo escritório do Representante Comercial americano (USTR). O governo Trump afirmou que determinadas políticas brasileiras seriam "irrazoáveis" e estariam prejudicando empresas e exportadores dos Estados Unidos. Como resultado, o relatório recomenda uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, mas a medida ainda não é definitiva e deve passar por negociações até meados de julho.

Os principais pontos criticados pelos EUA foram:

Pix: o governo americano alega que o Banco Central favorece o sistema de pagamentos Pix em detrimento de empresas privadas de pagamentos eletrônicos, inclusive empresas americanas.
Etanol: os EUA argumentam que o Brasil deixou de oferecer condições comerciais recíprocas para o etanol americano.
Combate à corrupção: o relatório afirma que o Brasil não fiscaliza adequadamente práticas de suborno e corrupção.
Propriedade intelectual e pirataria: críticas à demora na concessão de patentes e ao combate insuficiente à falsificação e pirataria.
Desmatamento ilegal: os EUA alegam falhas na aplicação das leis ambientais e possíveis impactos concorrenciais no agronegócio.
O que acontece agora?

A proposta de tarifa não entrou em vigor automaticamente. Segundo os documentos divulgados, haverá consultas e negociações entre os governos antes de uma decisão final, com prazo apontado para 15 de julho.

Qual pode ser o impacto?

Se implementada integralmente, a tarifa tornaria muitos produtos brasileiros mais caros no mercado americano, podendo afetar exportações e setores industriais. Porém, o próprio relatório prevê exceções para alguns produtos considerados estratégicos ou importantes para a economia dos EUA, incluindo itens como café, carne bovina, terras raras e peças aeronáuticas.

Sobre o Pix

A crítica ao Pix tem gerado bastante repercussão porque o sistema é administrado pelo Banco Central do Brasil e se tornou dominante nos pagamentos no Brasil. Os EUA sustentam que as regras brasileiras favorecem o Pix; já defensores do sistema argumentam que ele é uma infraestrutura pública de pagamentos e que sua ampla adoção decorre da eficiência e do baixo custo para consumidores e empresas.




FONTE: BBC BRASIL

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