O aumento dos roubos de criptomoedas virou uma preocupação global — e os crimes estão deixando de ser apenas digitais. Segundo reportagens recentes da BBC e análises da Chainalysis, criminosos roubaram cerca de US$ 713 milhões de investidores individuais em 2025, dentro de um total superior a US$ 3,4 bilhões em perdas no setor cripto.
Os ataques incluem:
golpes de engenharia social;
invasões de contas em nuvem;
vazamentos de dados;
falsas plataformas de investimento;
sequestros e invasões domiciliares para forçar vítimas a entregar chaves de carteiras digitais.
Casos relatados incluem:
um casal britânico que perdeu cerca de US$ 315 mil em Cardano após hackers acessarem dados guardados em nuvem;
grupos criminosos nos EUA acusados de roubar mais de US$ 260 milhões usando engenharia social e invasões físicas;
ataques violentos na França e Espanha contra investidores e executivos do setor cripto.
A comunidade cripto passou até a usar o termo “wrench attacks” (“ataques com chave inglesa”) para descrever roubos em que vítimas são coagidas fisicamente a transferir ativos digitais.
Especialistas apontam alguns fatores para essa explosão:
valorização das criptomoedas;
crescimento do número de investidores;
dificuldade de rastrear criminosos;
irreversibilidade das transações;
exposição excessiva de patrimônio nas redes sociais.
Além disso, grandes grupos hackers ligados à Coreia do Norte, como o Lazarus Group, continuam associados a ataques bilionários contra plataformas cripto.
Para reduzir riscos, especialistas recomendam:
usar carteiras físicas (“hardware wallets”);
ativar autenticação em dois fatores;
nunca armazenar frases-semente em nuvem;
evitar divulgar patrimônio em redes sociais;
desconfiar de contatos de “suporte técnico”;
separar grandes valores em múltiplas carteiras.

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