Prisão de artista por esculturas feitas há 15 anos revela novos extremos

 

A notícia se refere ao caso do artista chinês Gao Zhen, que virou símbolo recente de até onde pode ir a censura estatal na China — especialmente quando aplicada de forma retroativa.

🧱 O que aconteceu
Gao Zhen, de 69 anos, foi preso em 2024 enquanto visitava a família perto de Pequim.
Ele é acusado de “difamar heróis e mártires nacionais”, uma infração prevista na lei chinesa.
O mais incomum: as obras que motivaram a prisão foram criadas cerca de 15 anos antes, por volta de 2009.
🎭 Que obras são essas?

As esculturas de Gao — muitas feitas com seu irmão — satirizam figuras históricas, especialmente Mao Tsé-Tung. Entre elas:

Representações de Mao em situações de culpa ou arrependimento
Obras provocativas que misturam política, religião e crítica histórica

Essas peças eram conhecidas internacionalmente e até exibidas publicamente anos atrás.

⚖️ Por que isso é visto como “novo extremo”?

O caso chama atenção por três motivos principais:

1. Punição retroativa
A prisão ocorreu muito tempo depois da criação das obras — algo incomum mesmo em regimes autoritários.

2. Mudança legal recente
A China endureceu leis a partir de 2021, criminalizando críticas à narrativa oficial sobre figuras históricas.

3. Ampliação da repressão cultural
Artistas, jornalistas e influenciadores vêm sendo alvo crescente, com foco em combater o chamado “nihilismo histórico” (questionar a versão oficial da história).

🌍 Reação internacional

Organizações de direitos humanos criticam o caso como:

Violação da liberdade artística
Sinal de deterioração do Estado de direito
Parte de um ambiente mais amplo de repressão cultural

Além disso, familiares do artista foram impedidos de sair do país, e suas obras foram confiscadas.

🧠 Em resumo

O caso de Gao Zhen não é só sobre um artista preso — ele ilustra uma tendência mais ampla na China:
👉 controle crescente da memória histórica e da expressão artística, inclusive punindo obras antigas com base em leis mais recentes.


FONTE: A GAZETA,BBC


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